Caras com namoradas mais atraentes

Pergunta de um arromântico: pessoas apaixonadas ficam tão “atadas” assim a outra pessoa? Me veio esse questionamento enquanto eu assistia a um anime

2020.09.13 00:43 maquinary Pergunta de um arromântico: pessoas apaixonadas ficam tão “atadas” assim a outra pessoa? Me veio esse questionamento enquanto eu assistia a um anime

Um anime me motivou a criar este tópico, mas você não precisa tê-lo visto para responder, basta entender o contexto porque esse é um questionamento universal.
Estou assistindo a esse anime chamado Kanojo, Okarishimasu (Rent-A-Girlfriend) que basicamente conta a história de um cara que contrata os serviços de uma namorada de aluguel. O protagonista, chamado Kazuya, se apaixona pela namorada de aluguel, cujo nome é Chizuru, mas no decorrer da história aparece outra menina chamada Ruka que se apaixona pelo protagonista. Ainda estou no nono episódio do anime, portanto não me importa o que venha a ser revelado mais a frente.
Apesar de ser arromântico, curto ver romances. O que me causou desconforto nesse anime foi (alerta de spoiler?) a forte rejeição do protagonista Kazuya em relação a Ruka em favor da Chizuru, que diz não amar o rapaz. Ela é muito atraente – não no nível da namorada de aluguel, mas não fica muito atrás – e verdadeiramente ama o rapaz enquanto o relacionamento com a Chizuru é muito incerto. Como expectadores, sabemos que a namorada de aluguel Chizuru tem sentimentos pelo Kazuya, mas o protagonista não tem esse conhecimento.
Sei lá, não consigo compreender o Kazuya. No lugar dele, eu firmaria um relacionamento com Ruka, ela é linda, está interessada em mim e aparentemente não possui nenhuns valores que sejam incompatíveis com os meus. Ruka é a escolha mais lógica.
.
Então é isso: pra você que é romântico (“romântico” no sentido de que não é arromântico) a insistência do protagonista dessa história na namorada de aluguel lhe parece natural?
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2020.09.12 05:41 maquinary Pergunta de um arromântico: pessoas apaixonadas ficam tão “atadas” assim a outra pessoa? Me veio esse questionamento enquanto eu assistia a um anime

Um anime me motivou a criar este tópico, mas você não precisa tê-lo visto para responder, basta entender o contexto porque esse é um questionamento universal.
Estou assistindo a esse anime chamado Kanojo, Okarishimasu (Rent-A-Girlfriend) que basicamente conta a história de um cara que contrata os serviços de uma namorada de aluguel. O protagonista Kazuya se apaixona pela namorada de aluguel Chizuru, mas no decorrer da história aparece outra menina chamada Ruka que se apaixona pelo protagonista. Ainda estou no nono episódio do anime, portanto não me importa o que venha a ser revelado mais a frente.
Apesar de ser arromântico, curto ver romances (embora eu me irrite bastante com a timidez excessiva dos personagens de anime, mas OK, é uma diferença cultural...). O que me causou desconforto nesse anime foi (alerta de spoiler?) a forte rejeição do protagonista Kazuya em relação a Ruka. Pô, ela é muito atraente – não no nível da namorada de aluguel, mas não fica muito atrás – e verdadeiramente ama o rapaz enquanto o relacionamento com a Chizuru é muito incerto. Sim, como expectadores nós sabemos que a namorada de aluguel Chizuru tem sentimentos pelo Kazuya, mas o protagonista não tem esse conhecimento.
Sei lá, não consigo compreender o Kazuya. No lugar dele, eu firmaria um relacionamento com Ruka, ela é linda, está interessada em mim e aparentemente não possui nenhuns valores que sejam incompatíveis com os meus. Ruka é a escolha mais lógica.
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Então é isso: pra você que é romântico (“romântico” no sentido de que não é arromântico) a insistência do Kazuya na namorada de aluguel Chizuru lhe parece natural?
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2020.09.09 22:17 BanselSavant A maldição da demissexualidade

Edit: a "namorada" me chutou. A gente ia se encontrar na segunda, adiou, na semana que vem, agora nunca. Depois n querem meu psicológico fodido. Me dispensou pois pretende se mudar pro nordeste e facilitei isso com umas informações que n tinha. Sucesso pra ela, enquanto eu continuo na merda. Nada muda E a outra lá eu chutei. Sanguessuga malvada
Acho que é óbvio o paradoxo, mas quero discutir. Sim, por causa da pornografia, um monte de fetiches e invejas me surgiram, como pegar em festa, ou em público, ou em situações específicas, etc, mas n sei se conseguiria fazer de fato. Sou um fracasso na vida, logo na sexual também. Todo sexo q tive foi pagando e o que foi "na amizade" mesmo pagando foi o único q gostei, justamente pela amizade, pela conexão, pelo gostar da mina. Posso ficar duraço com uma mina que vejo na rua, mas obviamente n poderia chegar ou tentar algo. Essas histórinhas de rolar com desconhecidos deve ser meme ou com sortudo, como uma que a ex (diaba muito diaba) me contou. Conversaram um pouco na piscina do hotel e foram e fizeram no banheiro. Queria muito saber como ele convenceu ela a isso, como ela n se arrepende e tal (n q deva ter motivo de arrependimento. Quero q ela se exploda), como rola essa conexão. Parece q existe palavra mágica. Invejo esses caras q conseguem boquete aleatório de desconhecida, etc. Roteiro de pornô, mas da uma depre pq existe na realidade e queria q rolasse comigo. Diversas vezes fiquei atraído e seria tão massa se rolasse, sem machismo, sem estupro, sem forçação, sem mimimi, só tesão, dois corpos se pegando. Obviamente acho q n sou atraente. Sou estranho, alto, magrelo, desvio os olhos, etc. (Tou melhorando, mas longe de ser um garanhão) Mas convenhamos q muitos feios pegam, que muitas minas só querem o pau e tão nem aí se o cara é casado, santo ou bate na mãe. Muitas tem seu tesão e queria topar com uma que só rolasse e tal. Seria tão massa. Maaaaas eu conseguiria? O pau continuaria duro? Conseguiríamos um posição confortável? São tantas dúvidas e pensamentos q quase piro. Por outro lado, quero a minha gata, passear pelo corpo dela, endeusá-la, ajudá-la a sentir todo prazer possível. Eu sou romântico. Mas parece que romantismo afasta as mulheres. Qual o problema de meter até o talo sim, num banheiro sujo qualquer, mas com carinho? N gosto mesmo da ideia de objetificar, por mais q tenha meus fetiches de dominação. Dominação é objetificar? O que difere uma mina que gosta de ser chamada de puta do cara que chama ela de puta? Ela é um lixo? Ele é um lixo machista? Acho que notaram q tenho dúvidas sobre pessoas em geral. Gostaria de entender, como lidar com as pessoas, como reconhecer que uma mina tá a fim... É meme aquela história (isso é exemplo) do caminhoneiro que mostrou o pau pra filha do dono do posto de gasolina, incentivou ela a entrar na cabine do caminhão, tocar nele, chupar ele, ele depois mandar ela se limpar e n dizer nada a ninguém e ainda ela ainda ter gostado de tudo isso? N que eu queira mostrar o pau por ai, mas já vi tanta história de cara exibicionista que despertou tesão na mina e comeu ela. Ou é tudo meme? Ou acontece mesmo, principalmente nesses interiores de fazenda, região rural e menos urbana ("menos civilizada")? Pessoal, são dúvidas sinceras. Meio que tou namorando agora e tou sem saber lidar com ela. N gooooosto dela, mas n quero perder ela. Eu sei que pareço um canalha que vai usar ela e depois abandonar, mas realmente n quero isso. Se for para deixar ela, ela vai continuar virgem, pq n vou me aproveitar. Já cometi uns erros na vida e minha disciplina está intacta, meu senso de moral engrossou. N é divertido machucar coração. N é divertido fazer mal a alguém. Mas já vi tanta história de casais q de comum acordo desvirginaram, mas n ficaram naquela de ficarem juntos para sempre. Já vi tanta história de nego q comeu e abandonou e a mina continua a vida como se nada tivesse acontecido, n sente raiva dele e tal. Deliberadamente eu casaria sem hesitar com umas meninas específicas, mas n essa "namorada". Moramos perto, mas ainda n nos vimos pessoalmente. Quando acontecer, vou poder estourar ela de beijos (devo, por palavra dela), mas nem pensar muito em algo sexual. Okay dela n daaar no primeiro encontro. Compreensível, mas em algum momento vai rolar. Acho q sinto um medo de ficar preso a ela. Sou muito sentimental e sabem a ex diaba q citei? Diaba pq ela casou e ainda me contata. E ela é de outro estado e nunca nos vimos pessoalmente. Ela me persegue, acho q esperando q eu mande ela tomar no cu e bloqueie. Mas n sou de fazer isso. Tenho raiva dela, mas se eu externar, meu coração q vai sentir e n vou ter um piripaque por causa dela. Mas é notável q ainda sou um pouco preso a ela. N no sentido amoroso ou sexual (quero que ela se exploda²), mas n consigo levantar o dedo para dar fim de vez a esse contato. Sinto q eu perderia algo. Sabem a história dela com o cara na piscina? Consegui arrancar dela indagando sobre tesão feminino, oq no homem atrai a mulher e tal, pois já que ela é mulher experiente e eu preciso de respostas, resolvi tentar aprender um pouco, tirar algum proveito dela, depois dela brincar tanto comigo. Gente, o que eu faço? Tou certo em algo? Tou errado em algo? Em q? Oq faço? N quero machucar ninguém e com essa postura acabei bem machucado pelos anos ae (antes e depois de eu ter cometido os uns erros que citei)
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2020.09.02 14:36 Baciga36 Não é por ela ser sua que é menos atraente

Não é por ela ser sua que é menos atraente
Não é por ela ser sua que é menos atraente, na rua muitos caras seguem a olhar para ela. Trair? Viver aventuras? Seria tão fácil. Aliás, toda mulher já nasce ótima para mentir, bastaria querer e a chance de você descobrir seria mínima. Mas sabe quando isso passa pela cabeça dela? Nunca.
Porque a entrega de uma mulher é forte, é alma que cola, gruda e luta com toda força que tem. Meia-dúzia de decepções não são suficientes para fazê-la desistir. Algumas noites pensativa não a fazem ter certeza sobre querer ir embora, aliás ir embora é sempre a última opção, porque a mulher que se conhece sabe: A mesmo força que ela tem para ficar é aquela que a faz sair pela porta e não mais voltar.
Você precisa ver nessa garota a sua eterna namorada. Casados e com filhos? Ainda assim sua namorada. Quando a idade pesar? Ainda assim amigos e namorados. Você precisa ter seus olhos treinados, precisa vê-la por dentro, perceber a beleza de quem doou os melhores anos e planos a vocês.
É do homem que busca a paz aprender a perceber a companheira ao seu lado. É da mulher que toca a felicidade se sentir lisonjeada por ter encontrado o homem que, mesmo junto ao tempo, a olha como a garota que por ele se apaixonou e a quem ela tudo entregou.
https://preview.redd.it/9gijlmeibqk51.jpg?width=958&format=pjpg&auto=webp&s=8d1b251fa0371d99951496e6db61cf6267625f23
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2020.08.04 07:03 Vini_Skinhead Dificuldades

Vocês também sentem dificuldade em expressar oque sentem em palavras ?, Digo, quando alguém me pergunta, "oque você tem", "por que tá assim comigo", "oque você sente", bem, faz um tempo que eu tenho essas dificuldades, de me expressar, conseguir transmitir aquilo que eu sinto em palavras.
Tenho dificuldade em confiança, não consigo confiar nas pessoas, seja amigos ou namorada, eu simplesmente não consigo, vivo achando que todos estão contra mim, ou que estão me traindo, eu simplesmente tenho pra mim que não posso confiar em ninguém.
Dificuldades em relacionar é algo que eu tenho, mais especificamente em questões amorosas, eu estou """namorando""" com alguém que tem lá seus seguidores no Instagram, é uma pessoa muito bonita diga-se de passagem, vários caras chamam ela, ela curte algumas fotos também, mas ela me manda prints de suas conversas, que segundo ela, deixa no vácuo pra fala comigo.
Tenho dificuldade em prestar atenção, não consigo me concentrar 100% em algo, simplesmente não consigo, sou extremamente ansioso, não consigo parar quieto, sou assim desde criança, até quando escuto uma música calma, eu fico correndo de um lado para o outro...
Sinto também uma raiva descomunal de tudo, eu olho a minha volta, olho meu ambiente, minha cidade, eu só consigo sentir ódio daqui, ódio das pessoas, e uma profunda vontade de fazer merda. Isso está me cansando....
Sinto muita preguiça também, não consigo fazer nada por completo, eu quero, eu desejo, mas não consigo, prefiro sempre ficar na minha, e não terminar oque eu faço, pois também acho que tudo que coloco a mão fica ruim...
Minha auto estima não existe, sério, eu não consigo me achar bonito, não consigo gostar de nada em mim, e me sinto burro, inútil e insuficiente, ao ponto de me afastar das pessoas, porque eu sempre acho que sou alguém incoveniente. Não me acho interessante, não me acho atraente, odeio meu corpo magro, odeio meu rosto, pele, o jeito que eu ando, meu sotaque, eu simplesmente odeio tudo em mim.
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2020.08.02 07:10 viniciusmiguel Tinder me deprime

Muitos de vocês não serão capazes de compreender o que eu estou sentido, pra mim tudo certo. No mínimo vocês conseguem conhecer algo bem diferente e serve como bagagem de vida.
A razão disso é que eu sou bem diferente das pessoas, eu estou no transtorno do espectro autista. No tipo mais leve, evidentemente, mas ainda assim é o suficiente para atrapalhar a vida das pessoas o suficiente.
Uma das consequências do meu autismo é o radicalismo político, algo que eventualmente gera uma série de problemas. Outras horas só faz de mim uma pessoa um tanto específica. A maior parte das pessoas conseguem viver um várias contradições dentro da sua mente, eu não.
Por exemplo, eu descobri aos meus 17 anos que era capaz de amar mais de uma pessoa de uma vez. Por consequência levei esse raciocínio ao seu extremo e me tornei poliamorista desde então. Ao ponto de fazer um tcc e um mestrado sobre o assunto.
Foi um interesse que me perseguiu durante todos os anos da minha vida adulta até hoje.
Agora vem o que mais me deixa puto, finalmente chegando ao Tinder.
Eu sou longe de ser bonito, só sou legal para pessoas que tem um gosto muito específico para pessoas (afinal, ninguém gosta de autistas), mas sempre acabava tendo no mínimo uma pessoa que eu me atraía bastante afim de mim.
Essa parte da minha vida sempre foi relativamente fácil, principalmente levando em consideração que eu não sou nada além de um gordo com autismo que possui rigidez cognitiva, ao ponto de dificilmente eu conseguir mudar de opinião.
O tinder me entristece porque: Eu passo aquelas pessoas depois de pessoas e não vejo absolutamente ninguém parecido comigo.
Curto poucas pessoas e dou menos matchs ainda. Mas normalmente eles ficam lá esperando. Eu sei que boa parte das gurias dão dezenas de matchs de uma vez (é assim com minhas amigas e minha namorada), então fico morrendo de preguiça de puxar assunto.
Penso que se elas tivessem o mínimo de interesse elas falariam comigo. Até porque tentar ser mais interessante que todos esses caras é algo que me dá uma preguiça imensa. Uma semiobrigação de ter que me adequar ao sistema de valores da sociedade neurotípica para ser meramente notado.
A realidade é que eu tenho muita coisa pra dizer, mas raramente alguém se interessa por aquilo que eu me interesso. O tinder acaba deixando claro o quão absurdamente diferente eu sou do resto da sociedade. O abismo que existe entre eu e quase qualquer outra pessoa.
E veja bem, eu não acho que vou ficar sozinho se minha namorada terminar comigo e nem acredito que seja impossível eu começar a namorar outra pessoa sério agora. Afinal, quando se trata de amor romântico, apesar de eu ter ZERO capacidade de flerte, às vezes BROTA uma pessoa do chão e rola alguma coisa.
O problema é ser relembrando que sendo colocado na frente de 99% daquelas pessoas eu seria considerado desinteressante, não atraente e totalmente sem noção. Sei que não deveria me incomodar, mas incomoda.
E o problema fica maior porque quando o tédio surge eu apareço lá. É a vida né.
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2020.06.08 08:57 Vale028038 Sou babaca por deixar um garoto que estava com depressão?

Sou babaca por deixar um garoto que estava com depressão?
Ola Luba, editores, gatas, defuntos de papelão, galera do Reddit e provavelmente o menino que eu irei mencionar nessa história (porque ele assiste o Luba :). Vou te chamar de Carlinhos, pra não te explanar.
Tudo começou no início de 2019, eu estava bem plena com meu fogo no rabo no TicoTeco até que vi um perfil peculiar, de um garoto que não mostrava o rosto, com música do Kamaitachi de fundo, completamente na sofrência. Eu como uma ótima psicóloga formada na base de conselho paras alheios, resolvi me afundar nisso. Achei extremamente atraente, já que ele não mostrava a cara, dava um ar misterioso.
Então lá foi eu chamar o garoto nos comentários, falando que queria ser amiga dele. Por sua vez, Carlinhos aceitou, ele me seguiu e eu segui ele (Pra quem não sabe, o TikTok tem uma "regra" que apenas deixa as pessoas mandarem DM quando ambas se seguem).
Então lá fui eu, pedir pro menino desabafar, porque minha ingenuidade é maior que as coxas do Luba. Ele fez oque? Disse que não, que não iria desabafar com uma estranha, eu entendi completamente o lado dele, então disse que iria conquistar a confiança dele.
Vale ressaltar que na época ele tinha Web namorada (que não ligava muito pra ele, ao meu ver), mas eu pouco me fodia pra namorada e — dava em cima dele discretamente — ou não tão discreto assim.
Foi se passando um tempinho, conversa vai, conversa vem, até que ele termina com a namorada dele — por um vídeo no TikTok — e não aceitou o término. Eu (como você já pode se imaginar) odiava a namorada dele, então antes mesmo dela ver o vídeo eu fiz um MONTE de vídeos "ajudando" o Carlinhos a superar a Karen (vamos assim por dizer), que fez um puta de um drama, falando que ficaria triste e que o Carlinhos era só DELA. Ele ficou meio abalado com o término, eu como a futura namorada que sou ajudei ele a superar.
Se passou MAIS um tempo e tirei coragem só além pra pedir o número de WhatsApp dele, que aceitou de boassa, ele foi lá, me deu o número. Eu pedi uma foto dele, ele me mandou — não queria falar nada mas você é bonito sim — então ok.
Até aí beleza, mas chegou uma hora que ele engatou uma ótima confiança em mim, e eu cismei de que precisava deixar tudo de lado pra cuidar só dele. Então ok, eu não quero expor a vide dele aqui, mas ele era depressivo, me mandava algumas fotos de automutilação, algumas vezes a gente brigava (isso me causou ansiedade), e eu sempre pedia desculpas, POR ALGO QUE EU NÃO FIZ.
Se passou maiiiis um tempinho e ele se tornou o clássico Chernoboy. Eu parei de falar com ele por alguns dias (porque eu sempre mandava bom dia e boa noite, e mais alguns agrados) pois estava com a mente desgastada, e ele falou que eu não ligava pra ele. Detalhe que ele cagava pro meu afeto. Isso me deixou puta da vida, mas não foi o suficiente pra deixar o famoso block. Comecei a cumprimentá-lo novamente.
Mais um tempo se passou, e agora que começa a ficar importante. O primeiro Block. Tudo ocorreu nos dias das crianças, então vamos lá: eu estava triste pra cacete, TRISTE mesmo, e estava em conflito com minhas amigas e familiares, por não ser tal comunicativa e vocês já sabem o porque, então pensei que ele retribuiria minha gentileza de sempre ouvir oque ele falava, mas eu estava enganada. Ele disse: "eu recebi um presente tão foda, pra de noite eu simplesmente ouvir essas merdas". Após dito, ele me deu block, meu mundo caiu, achei que nunca mais o veria na vida. Trouxa como eu sou entrei em pânico e comecei a chorar, pois não queria perder o amor da minha vida. Se passou um tempo e ele me desbloqueou, eu fiquei sorridente e achei que as coisas poderiam melhorar, mas não, nosso relacionamento continuou pesando. Então eu desisti e EU mesma dei block, mas desbloqueei 3 ou 5 horas mais tarde. Se passou mais um tempinho e ele me bloqueou, e eu sinceramente caguei pra isso.
Superei ele.
Até que de madrugada em um Domingo, recebo uma mensagem dele novamente, falando sobre meu aniversário e tals, ele foi simpático comigo, relatou que parou de se cortar e que estava em uma psicóloga (me senti trocada pois EU era a psicóloga dele) mas esse não é o caso. Tivemos outros tipos de interação e foram bruscas, mas não vem ao caso.
A questão é: eu fui babaca por simplesmente deixar o garoto que era depressivo e que eu tinha uma paixão nele simplesmente passar, ou eu devo tentar o encher de afeto novamente?
Votem aí :) obrigada pela a atenção ^
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2020.06.07 21:15 castielking17 Nunca beba corote:

Olá luba, editores, papelões decapitados e turma que está a ver.
É longa, mas espero que goste
Obs: sou de manaus
Minha história começa quando eu terminei o meu namoro (que era totalmente abusivo), bom... Meus melhores amigos e eu sempre saímos para festas todo final de semana (antes da pandemia) só que eu era o responsável por eles, até essa bendita noite. Nesse dia eu terminei com minha namorada após descobrir que ela tinha me traído e como já disse ela era muito abusiva (não gostava de sair comigo e não queria deixar eu sair com meus amigos) então fui pra uma festa que a entrada era de graça e teria vodka liberada a noite toda ou seja ia ser muito zuado, chegando lá encontramos uns amigos da minha melhor amiga e lá havia um casal (fulano e fulaninha) e a amiga da fulaninha estava com ela (detalhe ela era lésbica), a ex da minha amiga também estava lá que é super gente boa. A festa estava Rolando e tals aí eu comecei a olhar em volta pra ver se via alguém atraente para eu dar em cima não vi ninguém de interessante e acabei focando na conversa da mesa até que o casal começou a dançar e a amiga da fulaninha começou a falar mal do casal
Amiga - "eles se conheceram semana passada e ela já tá ficando paranóica com ele, achando que ele vai ficar com alguma por aí" Eu - ah, normal ela ainda não tem muita confiança nele (mas, na minha cabeça tava "espero que dê merda pra eu consolar ela).
Aí meu amigo que estava em outra festa e nos chamou pra lá, fomos só que era uma festa de inauguração então estava lotado, mal dava pra se mexer e eu estava sem muito dinheiro e a bebida mais barata era o corote de blueberry, eu comprei e é uma dlc só que... Meu melhor amigo e eu começamos a conversar sobre o meu término e eu comecei a ficar puto pq eu comecei a lembrar de tudo e comecei a beber mais rápido e virei o primeiro corote de uma vez (um corote já me derruba) foi então que eu pedi outro e todo mundo queria voltar para a outra festa que a gente tava (ficava uns 10 minutos apê), eu já altamente bêbado e meus amigos que não precisam ficar bêbados pra ser atentado começamos a tocar campanhia das casas pelas ruas até que em uma casa tava tendo uma festa e a gente começou a gritar na frente e um cara saiu da festa e a gente saiu correndo e eu tinha comprado um sapato branco da Adidas (eu acho) que me custou uma grana e na correria eu acabei pisando em uma poça e sujou todo o meu tênis (BRANCO, NOVO E EXTREMANTE CARO) já mais puto ainda eu cheguei na festa aonde estava os amigos da minha amiga. Chegando lá minha ex me mandou msg me pedindo desculpas e eu falei "eu tô muito porre agora deixa pra conversar quando eu tiver sobreo" aí ela começou a dizer coisas do tipo "tu já tá ficando com outras pessoas?", "Ficou com a tua melhor amiga". Então começamos a discutir por msg eu bloqueei ela e fui pegar mais cachaça só que no bar a gente ficou esperando o pessoal servir a gente e tinha uma mesa aonde as pessoas fumavam narguilé e na mesa estava o fulano, mas a fulaninha não e... Ele tava com a beijando outra menina foi então que eu pensei "minha chance" eu saí do bar e a fulaninha tava vindo na minha direção eu agarrei ela e falei bem baixo no ouvido dela "teu namorado tá te beijando outra menina lá dentro e vc não vai querer ver isso" e ofereci bebida pra ela ou seja tinha acabado de destruir um relacionamento, e minha ex namorada começou a me ligar eu sair da festa e comecei a gritar com ela pelo telefone chinguei ela de tudo que era jeito perdi as contas de quantas vezes chamei ela de puta e voltei pra festa pq tinha começado a chover eu peguei uma cadeira e comecei a beber na chuva até que minha amiga me chamou pra dentro do bar e eu entrei me sentei em uma cadeira e dormi e em volta de mim estava os meus amigos conversando e o meu amigo tava conversando com um amigo dele e eu não sei oq me passou pela me cabeça que eu gritei o "tals" tá dando em cima da "mulice" (essa "mulice" era namorada do amigo dele) ou seja.
Estraguei um sapato novo, encomodei uma vizinhança inteira, gritei com minha ex (que hj é minha amiga) na festa, "destruí" um relacionamento (a fulaninha ficou com a ex da minha melhor amiga) Quase perco meu melhor amigo, fora que eu ainda tentei beija minha melhor amiga, e fiquei jogado na festa oq rendeu bastante fotos, até hj não lembro como voltei pra casa.
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2019.11.01 16:34 AprendizDeAstronauta Ela é diferente

Oi pessoal, por motivos de anonimato, estou usando uma conta que acabei de criar, pois ontem pela madrugada (2:10 Am), estava bem tranquilo em minha casa, terminando um projeto para meu curso da universidade..
Enfim, estava eu lá já bem cansado, mas com coisas para terminar, resolvi tomar um café, passar uns 5 minutos vendo coisas aleatórias para tentar relaxar e voltar para o trabalho.. e por alguma curiosidade repentina, fiz algo que nunca, em 1 anos inteiro de namoro, havia feito.. fui stalkear minha namorada. Sim amigos eu cometi esse erro que a modernidade oferece.
O que acontece é que eu confio muito nela, ela tem 6 anos a mais que eu, é uma mulher muito bem resolvida, tem 28 anos, muito verdadeira e sincera, e sentimental também, não suporta dormir com algo por resolver, algo pendente.
O X da questão aqui é o seguinte, nós nos conhecemos em um momento em que ela estava saindo da universidade, e eu ainda estou na metade do curso. Conversamos bastante, conheço ela bastante e ela me conhece tbm. Ela sempre teve um ar de superioridade em experiência, em algumas discussões e momentos difíceis, ela sempre fez questão de dizer que "havia me dito tudo o que era, e que eu não devia me surpreender, que ela foi bem clara com cada detalhe dela".. ela acabava por "vencer as discussões". Muitas vezes ela me disse que havia passado quase um ano sem ficar com ninguém, pois após sair de um relacionamento de 5 anos, ela aproveitou muito o tempo para se conhecer e não para ficar com ngm, até me conhecer. O que me incomoda é o que vou falar agora, ela disse nunca ter tido problemas em correr atrás de homens, nunca foi uma mulher como as outras, que se encanta por um cara, que tem ciúmes de outras mulheres, que faz joguinhos. Disse que nas redes sociais ela curtia fotos aleatórias, que não dava em cima de homens pela internet, que quando ela ficava com alguém era pq a energia batia (sempre algo bem místico nas palavras dela). Aí hoje de madrugada eu fui ver fotos do começo do ano dela (janeiro a junho), e vi que haviam uns comentários de uns caras chamando ela de linda e tal.. por curiosidade fui olhar uns caras desses e notei 2 que ao que parece, namoram ou são casados, pois possuem fotos de anos atrás com suas parceiras.. eu percebi que ela comentou "lindo!" Em uma foto de junho ( 1 mês antes de me conhecer), e percebi que ela só curtia as fotos em que eles apareciam sozinhos, mas nunca curtia as fotos em que eles estavam com suas namoradas ou seja lá o q ela for. Percebi tbm que no outro caso, ela curtiu bastante fotos do cara, em que ele está sem camisa e mostrando os músculos.. ele é bem barbudo (os dois são), bem forte e também são bonitos (sim, eu os considero homens bonitos pq tenho olhos, e sei o que é alguém bonito)..
Sei lá, não imagino que alguém vá ler tudo isso, eu gostaria de ter um bom amigo para contar isso enquanto peço algum conselho, se deixo pra lá, se pergunto aquilo a ela. Sinto como se quisesse desconfiar de coisas dela, sendo q ela nunca deu motivos. Sou um cara q tem vergonha do meu corpo, não costumo tirar a camisa em público. Também não me acho atraente, e tenho uma personalidade que não chama muito a atenção, não faço muitos amigos.. Eu gostaria de entender tudo isso, ela nunca curtiu ou comentou minhas fotos da mesma forma, quando nos conhecemos, ela disse na época que não ligava pra rede social, que só curtia fotos de famosos e que deixava o Instagram aberto pq não ligava com a opinião dos outros sobre a vida dela..
Eu sei que ninguém é perfeito, e isso nem parece ser um erro dela, mas afetou minha segurança na relação, que está ótima.. Eu me coloquei na posição dela, falando tudo q ela falou pra mim, só que pra outra garota, e fazendo todas essas ações que ela afirmou nunca fazer.. e acho que eu só consigo pensar que estaria mentindo, para passar uma imagem que não condiz com meu íntimo.
É isso pessoal, para quem ler, obrigado pela atenção!
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2019.10.14 04:24 atthegatesofdawn Não sei mais flertar/conversar

Nos últimos meses eu (H, 20) cheguei a conclusão que não sei mais conversar com mulheres que estou afim. Eu estava num bar a uns tempos atrás, reconheci uma ex colega do ensino médio. Ela me convidou para fumar um cigarro na rua e eu fui, tentei parecer natural enquanto conversávamos, porém eu já estava visivelmente tímido e nervoso, ela deu muito a entender que queria ficar comigo e foi aí que eu quebrei. Eu não sabia o que fazer! Eu podia ter simplesmente beijado ela e ficaria tudo certo! Fiquei em silêncio e ela também, até que ela ficou brava e saiu... Eu fico revivendo isso na minha mente e pensando em todas as coisas que eu podia ter feito, era tão simples, e sei lá, fico me sentindo um merda por isso.
Eu me acho atraente. Porém isso não vale de nada quando você não sabe o que falar.
Outro caso foi com outra pessoa que conhecia da escola, dessa vez ela me chamou no Instagram, comentou um status meu, falando sobre a música que eu tinha compartilhado, era bem óbvio que ela queria conversar. Porém eu achei que ela tinha mandado a mensagem para a pessoa errada(!!!!!?????????) Atualmente ela está namorando e não quero ser pau no cu de atrapalhar o namoro de alguém.
Enfim, isso acontece sempre com mulheres, quando tô falando com algum cara que conheci recentemente posso até parecer um pouco tímido, mas a maioria das vezes não...
Eu sempre tive um pouco desse problema com mulheres mas quando era mais novo eu sabia com agir. Esse problema se agravou muito depois do meu primeiro namoro, porém ele já terminou há faz anos, e, por mais que tenha sido horrível para a minha auto estima, eu me sinto errado por fazer essa ligação entre as duas coisas, é como se eu tivesse botando a culpa dos meus problemas atuais minha ex namorada.
Desculpa pelo texto longo, obrigado se você leu até aqui. =),
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.04.30 21:34 sasskk Vamos acabar de uma vez por todas com essa ficção de que a mulher brasileira é interesseira

TL;DR no último parágrafo.
Sério, desde que eu vim morar aqui eu me sinto como aquelas pessoas que acham que a terra é quadrada. Ou que pensam que vacinas causam autismo. Única diferença é que eu to certo e elas tão erradas.
Se tem uma coisa que eu ouvi de novo e de novo é que a mulher brasileira é interesseira. Ouvi isso de homens. Ouvi isso de mulheres. Ouvi isso de brasileiros que moram no brasil. Ouvi isso de brasileiros que moram nos EUA.
Logo que eu me mudei pro brasil aos 25 eu era um pé rapado. Morava com a família - nem com os pais, com os avós mesmo. Não tinha carro. Não tinha emprego. Ainda assim eu conseguia vários encontros no Tinder com meninas bonitas e interessantes. Alguns segundo e terceiro e etc encontros. E depois de alguns meses, uma namorada.
Um pouco mais de um ano depois eu terminei meu relacionamento. A essa altura eu já tinha mudado muito o meu "status". Já tinha comprado um apartamento. Já tinha um emprego bom de consultor financeiro que pagava bem. E alguns meses depois teria um carro. Então, pela lógica do que todos dizem, se eu já tava indo bem antes quando era um chinelão, agora teria uma fila de mulheres até a esquina do meu condomínio, certo? Não teria mais tempo durante a semana pra tanto primeiro encontro, certo? Nem perto.
De repente, conseguir um primeiro encontro era um sacrifício. Semana ou até semanas de conversa mas sempre muito ocupada pra sair junto, ou então desmarcava no dia do encontro. Quando acontecia um primeiro encontro, era com uma menina não muito atraente, ou então nada interessante, diferente do que acontecia ano passado. E mesmo as que finalmente davam certo, durava 3 ou 4 encontros e o negócio morria sem explicação nenhuma.
Mas aqui tá o chutador. Sabe essas gurias que deram certo e pudemos sair algumas vezes, seja antes do meu relacionamento ou depois? Praticamente todas dividiam a conta. Eu não tinha problema nenhum em sair num lugar legal e pagar a conta toda, mas a grande maioria queria dividir. Como dá pra chamar de interesseira uma mulher que divide a conta logo de cara nos primeiros encontros, e continua dividindo?
E antes de começarem os comentários espertinhos... eu não sou feio, ok? Não sou bonito, mas também não sou feio. E não sou chato pra conversa também. Não sou lá tão interessante ou divertido pelo whats, mas eu sei como não ser chato. Sei evitar os clássicos e repetitivos "bom dia, tudo bem?" "oi sumida rsrs" "manda nudes". Sei quando parar de falar. Sei perceber que ela está perdendo o interesse e dar um tempo. E sei até perceber que ela perdeu o interesse e partir pra próxima pra não perder tempo.
Dito tudo isso, eu até admito que se tu for um milionário ou dirigir um porsche ou algo assim tu vai ter mais sucesso com as mulheres. Então de certa forma tu poderia dizer que a mulher brasileira é interesseira. Só que meu ponto é que se for esse o argumento, então todas as mulheres de todo o mundo são interesseiras. Se tu for um milionário ou dirigir uma porsche no Canadá tu também vai atrair umas canadenses. Desafio alguém a achar uma cultura onde um cara milionário vai ter menor or igual sucesso do que se ele fosse pobre. Até vou te dizer que não é só com mulher isso não. Se eu ver uma mulher jovem dirigindo uma porsche também vou abrir o olho, imagino que isso seja verdade pra maioria dos homens.
O ponto é que o que gostam de dizer que atrai as mulheres brasileiras é totalmente um mito. Comprar imóvel? Foda-se. Ter um carro? Foda-se. Morar sozinho? Foda-se. Emprego? Foda-se. Roupa de marca? Meu deus essa é a pior de todas. Eu pesquisei aquele cinto da off white, que troço mais horrível de feio, como que gostam daquilo?? Mas enfim, olha essa cópia aqui. Não tem preço mas pelo que me lembro custa 38 dólares. 150 reais. E as avaliações? "this is not fake" -- "looks like the real thing" -- "woah really close to perfect". Comé que uma pessoa bêbada na festa vai saber que esse cinto é de 150 reais e não 2000, se até os avaliadores da amazon dizem que é difícil perceber a diferença? Isso serve pra qualquer outra "roupa de marca" que o pessoal gosta de ostentar. Comé que as pessoas vão saber ao certo se são autêntica ou não? E mesmo se forem, foda-se. Roupa de marca não é nada caro comparado com certas outras coisas da vida.
Mas enfim, no final das contas eu só queria dizer que não to fazendo esse post porque fui iludido ou sei lá. Não to escrevendo isso porque me disseram que eu ia pegar todas e não peguei nem gripe ou algo do tipo. To feliz com minhas experiências, certamente foram melhores do que quando eu morava nos EUA. Só to escrevendo isso porque eu não gosto dessa lenda urbana de que mulheres brasileiras são interesseiras e louca por dinheiro. Minha experiência prova sem sombra de dúvidas que isso é um mito. Pelo menos comparado às outras mulheres de outros países.
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2019.01.11 15:41 Dimitri_Vladvostok O caçador de segredos [longo e bastante amador]

Eu quero fazer uma confissão. Não tenho ninguém que seja elegível a ouvir o que tenho a dizer, por isso vou jogar esse relato no confins da internet anônima antes que eu finalmente deixe de existir...o que não é de tudo ruim.
Tenho um dom, algo que você já deve ter visto ou ouvido falar de alguma forma similar, e provavelmente era falso. Mas comigo é verdade, infelizmente. Sabe aquele negócio de enxergar as ‘’auras’’ das pessoas? Pois então, eu não vejo auras, mas as ‘’camadas’’ delas. Vou explicar melhor. Cada pessoa tem suas ‘’informações’’ guardadas dentro dela. Essas informações são sua história de vida, fraquezas, qualidades, gostos, desgostos, segredos, memórias, sentimentos, etc. Cada uma dessas informações tem um certo grau de confidencialidade, e são divididas entre camadas, onde as coisas mais superficiais e ‘’visíveis’’ ficam na camada mais externa, e os segredos e características mais profundas ficam nas camadas internas. ‘’Pessoas são como cebolas’’ é o que costumo dizer, graças a isso.
Durante a vida conhecemos uma quantidade incontável de pessoas, e cada uma delas sabem uma certa quantidade sobre você, e vice versa. Cada uma sabe até uma certa camada da sua pessoa, e você, conhece diferentes camadas de diferentes pessoas, geralmente quanto mais próximo, mais profundo. A questão é que consigo ver isso no mundo real, de forma telegrafada, (agora que domino essa habilidade) no momento que quiser. Mas não pense que isso é algo bom não, é exatamente por causa disso que estou escrevendo esse texto, e contando o que aconteceu.
Desde que comecei a sair da adolescência e entrar para a vida adulta tive muito empenho em ajudar os outros e ser gentil, me faz me sentir útil aos outros, mais vivo. Talvez porque nunca experimentei esses valores durante a infância, mas isso não vem ao caso. É um episódio que ficou para trás, e não vou desenterrar ele. Graças a essa boa atitude, conheci muita gente, e lentamente graças a algumas dessas pessoas fui perdendo minha timidez. Me tornei um bom ouvinte, aprendi a conversar e ser uma pessoa mais adorável de se ter perto. Li vários livros sobre esse tema, e a coisa mais importante que aprendi foi que a coisa que todo ser humano mais anseia é a apreciação. Todo mundo quer ser apreciado, ouvido, gostado pelos outros. A sensação de ser importante é como uma droga, e nós alimentamos os outros com ela por meio de conversa e linguagem corporal. Existem diversos pequenos sinais (visíveis e subconscientes) que lhe mostram que alguém está interessado no que você está dizendo ou fazendo, sendo um ouvinte ativo, pela postura amistosa e interessada, no olhar.
Por entender isso, passei a virar parceiro de conversa de muita gente. Muitas vezes falava com alguém que considerava somente um mero colega, aquele que você se dá bem mas não para chamar no aniversário, e essa pessoa começa a contar sobre sua vida ou algum problema, algo pessoal. Então eu entro em um estado de ‘’woah porque ele tá falando isso?’’ e tento meu melhor para ajudar.
Quando completei meus 18 anos algo mudou, um dia qualquer eu acordei com a visão toda embaçada, pensei ter ficado parcialmente cego ou algo do tipo, depois de um certo pânico tudo voltou ao normal. Mas eu estava sozinho em casa aquele dia, minha família havia ido viajar a negócios e só voltava no fim de semana. Nessas horas meu contato humano é bem escasso, gosto de ficar em casa sozinho fazendo tudo que dá na telha, com o silêncio e somente os sons que eu mesmo produzo. Quando saí na rua, já estava vendo as pessoas daquela forma: No peito de cada um havia um círculo, como se estivesse pintado em seu corpo. Claro que inicialmente foi um choque, apesar de ler um pouco sobre misticismo e pessoas com ‘’dons’’ não levava isso completamente a sério. Saí na rua e comecei a observar as pessoas, e todas tinham esse padrão. Até que encontrei um amigo no caminho, e ele era diferente. Haviam três círculos, cada um após o anterior um pouco mais para dentro e menor. Fiquei olhando pra aquilo feito um bobo a ponto de nem me lembrar de cumprimenta-lo, até que voltei a realidade quando o mesmo me chamou alegremente para dar oi. Voltei pra casa, pesquisei sobre isso, nada. Nem nos fóruns mais malucos onde lunáticos claramente inventam superpoderes e acontecimentos havia algo sequer similar a isso.
Dias depois, quando encontrei meus pais, notei que eles tinham também esses círculos, mas ainda mais que o meu amigo, e mais profundos. Como não sou tão bobo, finalmente percebi a lógica disso. Eram pessoas mais próximas, comecei a comparar a quantidade dos círculos de cada um com coisas sobre eles, até que cheguei no ponto: Grau de conhecimento sobre a pessoa.
Depois de meses aceitando e até mesmo ignorando esse curioso caso que agora afetava minha vida, tentei achar alguma utilidade boa para isso. Comecei a participar de comunidades de ajuda, prevenção ao suicídio, coisas assim. Na minha cabeça, se eu tivesse essa vantagem de saber o quanto eu já sabia sobre cada pessoa que estava em um caso perigoso, junto com minha tendência a ajudar e conversar bem, poderia lidar melhor com cada um se baseando nessa margem. Se eu já enxergasse fulano com vários círculos depois de algumas conversas, saberia que tenho bastante informação para trabalhar, e poderia ajudar e dar conselhos com base no que sabia, porque era tudo verdade. Como uma ‘’confirmação’’ de que estava tudo certo.
Tudo ia muito bem, me convenci de que isso era mais uma bênção que só um evento aleatório. Até que involuntariamente comecei a usar isso na minha vida. Nos meus amigos. Nos meus parentes. Havia essa amiga, Vamos chama-la de Ms. Ms e eu éramos amigos de um bom tempo já, conversámos muito e se dávamos incrivelmente bem. Depois que ganhei esses olhos (É como passei a chamar minha habilidade), percebi que ela tinha 3 camadas. Fiquei contente até, como já disse antes, foi uma confirmação de quão ‘’confiável’’ eu era.
Não.
3 camadas, pelo que observei com o tempo, é o nível ‘’amigo’’. Na vida, 95% das pessoas com quem você faz amizade serão amigos, e somente 5% serão os amigos mesmo. Aquelas pessoas com quem você pensa em chamar e conversar, que você vai além do small talk ou de conversa oportuna em um momento social, aquela pessoa que você confia. Esses são os 5%.Sinceramente, nunca tivesse interesse algum em pessoas que não fossem dos cinco. É como se elas só enchessem um vazio que precisava ser preenchido porque a sociedade manda você ter muita gente e interagir o tempo todo. É como se tudo que fizesse com essas pessoas fosse artificial, mais como um trabalho que como algo genuíno e voluntário. Acontece que, eu considerava Ms. Uma pessoa do grupo de amigões, baseado em vários dias e conversas pessoais, etc. Nos entendíamos, assim como era com algumas outras poucas pessoas, que ao contrário dela, tinham mais camadas. Toda vez que aparentemente atingíamos um nível diferente, seja falando sobre um problema ou história, pessoalmente, nada mudava. Eu ainda enxergava as 3 camadas.
Confesso que tenho um certo vício nisso. Em ser apreciado, confiado, importante. Agora, percebo que grande parte das coisas que eu fazia eram pela recompensa, onde eu no fundo não dava a mínima para a pessoa em si, só pela sensação, a gratidão. E enquanto por um lado isso não faz diferença para a pessoa, pois tecnicamente ainda sou algo positivo para elas ajudando, o caso muda quando sinto que perco essa importância. A complacência imediata para o que der e vier se converte lentamente em apatia, pois sendo franco, aquele indivíduo não me servia mais.
Com o tempo isso começou a acontecer com Ms, pois fiquei cheio de nada nunca acontecer, e esse mistério de aparentemente estarmos bem mas meus olhos dizerem o contrário. Mas deixamos essa história de lado por enquanto.
Graças aos olhos, também comecei a detectar mentiras ou irregularidades nas pessoas quando conversávamos. Em algumas ocasiões, em algum momento quando me falavam algo mais pessoal, considerado uma camada mais funda que o normal, nada mudava. Eu metodicamente categorizei cada tipo de informação de acordo com seu grau de camada visível, baseado em quando tal informação foi contada e a mudança imediata de camada na pessoa. E por causa disso, segundo o padrão, nessas situações seus círculos deveriam imediatamente aprofundar em um nível, pois havíamos atingido uma nova fase. Mas não, não acontecia. Então ou era mentira, ou irrelevante. Mas aí é que está! Ela contava como se fosse algo importante. O que indicava segundas intenções, e quase nunca estive errado sobre isso.
Meu pai. Ele só tinha quatro camadas. Isso significa conhecimento sobre gostos e hábitos, e opiniões. Mas isso é superficial, não pode ser o máximo que você tem com seus pais. Deus, eu tinha amigos dos 95 mais profundos que ele! Comecei a me questionar se era porque mentia muito para mim (ou nós, como família) ou se simplesmente não falava nada mesmo. Comecei a puxar assunto com o velho, querer saber das coisas, virar ‘’amigo’’ mesmo dele. Nada. Certo dia, enquanto ficávamos sentados na varanda tomando café e conversando, tentei me puxar para as histórias de família, infância, até conhecer minha mãe, etc. E ele falou bastante coisa, a maioria eu já sabia, mas absolutamente nada aconteceu. Eu queria saber o que havia de errado com ele. Eu queria saber o que me levaria a chegar mais fundo nele. E eu nunca percebi o quanto errado eu estava agindo, como não me importava com ninguém, como minhas buscas eram egoístas e sem empatia pelos outros. Decidi olhar seu celular, o bobão usava a mesma senha para absolutamente tudo. Entrei no seu e-mail, abri seu whatsapp até as primeiras conversas do telefone, Messenger, tudo. Ele falava com muita gente. A grande maioria eu não faço ideia de quem sejam. Descobri que ele tem aquele hábito de tiozão grotesco que mexe no facebook, fica indo em privado de mulheres novas e atraentes, falando aquelas frases horríveis de cantada como se fosse um iludido galanteador dos anos 90. Minha espinha doía lendo aquela vergonha alheia, nem cheguei a pensar na parte de isso de certa forma ser traição.
‘’Como está o garoto?’’‘’Passou direto, esperto como o pai’’
‘’ainda bem que ele puxou a cabeça, não a cara! Hahahha’’
‘’enfim, quando você vem ver ele?’’
O desgraçado tinha outra família escondido. Eu não faço ideia como, vasculhei um pouco o perfil dessa mulher e aparentemente o filho dela tem uns 7 anos. Isso significa que foi durante o casamento, na metade dele, na verdade. Eu só queria ver ele pessoalmente naquela hora. Eu queria contar camada por camada, quantas haviam surgido naquele filho da puta. SETE. SETE. Ele achou que eu estava drogado quando comecei a olhar para o peito dele e contar em voz alta, olhos arregalados e uma cara de maníaco, até ir para o quarto. Aquilo era extremamente bem escondido e pessoal. Se fosse um mal entendido não poderia passar de sei lá, cinco. Mas não, Sete camadas. Eu havia acertado seu ponto fraco, e iria fazer bom uso dele.
Depois de muito tempo isolado com meus pensamentos de o que diabos eu iria fazer, comecei a revirar minhas memórias, analisar a tabela de camadas e como nada ali batia, como tudo provavelmente era mentira ou irrelevante, comparado a tudo que ocorria por baixo dos panos.Lembrei das vezes que os dois discutiam, e um certo evento se destacou dos outros. Enquanto o pai berrava sobre algum motivo de discussão imbecilmente aleatório como de costume, minha mãe, mais exaltada que o normal, solta ‘’Vai voltar a fazer igual antes? Tu começa de novo que vai direto para a cadeia’’. Eu não estava exatamente no local, para ser sincero estava no meu quarto, jogando, pouco me fodendo para ambos. Aquilo deu um click na minha cabeça, eu queria cavar mais a fundo isso. Então meu alvo era a mãe. Resumindo a história, ele tinha o excelente hábito de agredir. Principalmente quando bebia, algo que acontecia quando as vendas não iam bem.
Eu denunciei ele. O miserável me expulsou de casa antes de ir preso, obviamente. Arrumei um teto graças a alguns amigos e estava me virando, valeu a pena. Fiz testemunho, disse o que ouvi, forcei ela a dizer a verdade. Não foi difícil, mãe nunca foi a pessoa com grande QI. Na verdade eu estava fazendo um favor a ela se livrando desse lixo humano. Mas não, não estava pronto ainda. Eu conhecia alguém que estava preso por aqui também. O cara foi uma das pessoas que ‘’ajudei’’ nos tempos sombrios nos grupos de ajuda. Ele era um drogado, roubava qualquer pessoa sem dar a mínima, e para não ter peso na consciência, visitava o centro para contar que ‘’errou’’ e se arrependia. Pra mim era só uma desculpa para não se sentir um completo filho da puta, o que é ainda mais egoísta que roubar. Enfim, acontece que ele se dava muito bem comigo, afinal ele só queria algúem para ouvir suas lamentações e ir embora antes da polícia aparecer (não que eu tenha alguma vez chamado).
Como ele terminou preso? Foi pego, obviamente. Mas teve a feliz ideia de tentar bater no policial para fugir, e obviamente piorou mais ainda. Acontece que esse cidadão e meu velho iriam ficar temporariamente presos juntos, quem diria? Eu fui visitar esse velho amigo, dar umas risadas e tirar ele um pouco desse ambiente decadente sem esperança. E claro, pedir um favor. Contei para ele tudo que meu pai fez, com alguns comoventes detalhes, e conforme ele ia se identificando com a situação e falando que passou por algo parecido. Opa, mais uma camada! Fui moldando a história para ficar mais coincidente com a dele, afinal vale tudo para se ter apreciação e lealdade. Disse para ele dar uma surra no velho. Era o que eu mais queria fazer mas não era capaz. Ele disse para não se preocupar, a ‘’vida’’ iria dar o troco. Depois disso eu já sabia que meu trabalho estava completo.
Ele _Morreu_. Ele bateu tanto no velho que ele morreu. Hemorragia interna, sei lá. Algo importante (pra ele só) parou de funcionar. A parte boa foi o feriado que ganhei com isso. Consegui ganhar algumas boas partidas no Rocket League. Mãe, depois de me deserdar na família por aparentemente ter destruído a mesma (curiosamente ela _perdeu_ camadas depois disso), ligou pedindo se eu não iria. Respondi que precisava de 6 camadas para atender o pedido e desliguei.
Percebe como todo esse negócio foi saindo do controle? Eu estava me tornando um monstro, fissurado nessa maldição de camadas, saber demais e ser extremamente egoísta. Mas tristemente não foi o fim. Eu ainda tinha uma vida meio que andando. Tinha muitos amigos genéricos com quem poderia as vezes contar.
Conheci esse cara novo que começou a trabalhar comigo no setor de automação, e depois de umas semanas juntos, no demos muito bem. Era alguém muito quieto, notei que praticamente só falava _mesmo_ comigo. Trabalhei bastante em me aprofundar nele. Queria saber qual terrível falha ele tinha. Todos tem. Achar elas era meu hobby. Depois de um bom tempo nisso, me conta que fez a cagada de trair a namorada, com quem muito provavelmente iria casar. Eles terminaram por isso, mas já estava naquela putaria de ‘’estou brava mas quero voltar’’, sabe? Ah, mas que ironia. Mas um adúltero. Mas como esse era gente boa no geral, decidi só ‘’ajudar’’ ele mais uma vez. Voltar não era uma boa ideia, nunca iria se perdoar, iria lembrar do acontecido toda vez que olhasse para ela. O melhor seria partir para outra, e fazer ela achar isso também o certo. Claro, com um empurrãozinho. Fomos em um clube para maiores. Bebi pra krl, nem lembro direito como voltei. Mas não fiquei bobo antes de completar a missão: ele acabou ficando com 3, pegou ali mesmo, uma zona sem tamanho. Obviamente acabaram gravando, o vídeo se espalhou porque alguém saiu mandando pra geral, e virou até notícia. ‘’Noivo diz que não quer voltar fazendo vídeo com acompanhantes’’. É, foi um belo estrago. Mas ele ainda não acha que foi culpa minha, afinal foi a coisa certa. Só teve o infortúnio de sair de dentro daquele recinto.
Mas isso não ficou de graça não, ele me fez pagar, querendo ou não. Em um dia aleatório, enquanto trabalhávamos, conversando sobre nosso amigos, caímos sobre um colega em comum. Eu sempre imaginei que ele era do tipo espertalhão sacana, que é gente boa quando não custa nada mas muda se a coisa começa a custar algo para ele. Ou não pensa em ninguém quando tem chance de se dar bem, independente de se vai ferrar os outros. Nada fora do normal, estava quase no piloto automático falando com o rapaz.
‘’Mas ele é muito filha da mãe, tá pegando a Ms, e fica saindo sem pagar por aí com ela toda hora. Ainda fica com várias outras! Ele não perde uma hahaha’’
Era isso. Eu era só um otário tendo serventia. Ela me alimentava com qualquer merda para que continuasse orbitando ao redor, e ajudando. Fizemos dezenas de trabalhos de faculdade que ‘’precisavam ser entregues no dia e te contei como quem não quer nada’’ e nunca tinha tempo para fazer nada. Realmente, desse jeito não sobra tempo. Isso não iria ficar assim.
Eu lembro exatamente de como me senti naquele dia, me sentia traído, manipulado, fraco. É um grande choque quando se está muito tempo acostumado a ter tudo sobre controle. Devido a estar o tempo todo com aqueles olhos, não podia enxergar que o sacana da história era eu, não tinha nada de errado ali.
Lembro-me que ela falava muito sobre o carro. Pelo que entendi era parte muito importante da vida dela, tanto para trabalhar quanto pelo tanto de histórias que ele tinha e foi parte. Era um bom lugar para investir. Afinal, esse povo me acertava no lugar mais fraco, mentir sobre minha apreciação e importância, nada mais justo que acertar no lugar mais fraco deles também. Pesquisei bastante sobre motores, parte elétrica de carros, felizmente a internet tem conteúdo praticamente infinito, onde você aprende tudo o que quiser, basta procurar. Aprendi a superaquecer o motor. Com isso, com azar (ou sorte para mim) o carro também solta resíduos, que quando tocam alguma parte muito quente do veículo pode entrar em combustão. E para tirar o variável ‘’talvez’’, teria um pouco mais de óleo que o normal. Sem precisar de muito contexto, passei o fim de semana na casa da família dela. Durante a madrugada, depois de todo mundo beber excessivamente e desmaiar nos cantos da casa, peguei a chave do carro e fui fazer uma pequena inspeção. Preparei tudo conforme o planejado, estava tudo pronto. Já havia avisado a Ms que precisaria sair cedo no outro dia. Como combinado, de manhã já estava de pé e estávamos saindo. Todo mundo ainda dormia, ou pra ser mais exato, estava em coma alcóolico. Acho incrível como as pessoas gostam de beber tanto, só pra ficarem mais idiotas e morrer por algumas horas no dia seguinte. Enfim, ela foi para o carro, eu disse que só iria pegar a bolsa e ela já poderia ir ligando o carro.
Ouvi o motor dando a partida, os sons fora do normal e estranhos, levando a um grito de susto até chegar nos pedidos de ajuda. Com toda a pressa do mundo fui ajudar, mas já era tarde demais. O carro tinha virado um bloco gigante de carvão, e não tinha nem mesmo como pegar o extintor lá dentro. Ligamos para os bombeiros e tudo terminou ‘’bem’’. Ela parecia um cadáver. Não falava com ninguém, parecia que tinha perdido um parente. ‘’Bem feito’’ era o que eu dizia pra mim mesmo.
‘’Eu venci.’’
Até agora não sei o que eu venci. Era uma guerra? Uma disputa? O que exatamente eu ganhei com tudo isso? Sinceramente agora nada faz sentido. Se eu soubesse tudo isso, mas sendo outra pessoa, acho que iria matar ela. Mas sou eu, eu fiz tudo isso. Nas últimas semanas antes de ter um colapso mental tive alguns dias me sentindo o soberano, o rei. Havia até achado uma nova pessoa para explorar, e tinha começado a dar os primeiros passos.
Me olhei no espelho, e pela primeira vez percebi algo que esteve o tempo todo ali: Eu só tinha uma camada. O que diabos isso significa? Eu não me conheço?
Comecei a estudar sobre meditação, introspecção e coisas do tipo. Comecei a gastar horas meditando e refletindo, criei gosto por isso. Passei a entender alguns dos motivos pelos quais me sentia mal, por exemplo. Em dado momento surgiu mais uma camada. Quando cheguei a conclusão que eu iria ferrar de uma forma ou outra com a próxima pessoa também, não importasse o que acontecesse. Nessa hora percebi que realmente tinha a ver com o quanto eu me conhecia. E isso significava que eu não sabia _NADA_ sobre mim. Passei a questionar até que ponto eu me iludia das coisas que eu fazia, até onde meus ideais estavam certos. Vendo matérias sobre sociopatas, aprendi que eles também não enxergam o valor nas pessoas, elas são irrelevantes na escala emocional e afetiva. E caramba, eu estava pensando assim! Quanto mais parava para pensar mais me aprofundava nesse espiral de realização de que era uma escória para todos. Fazia reflexões e tirava conclusões sobre meus hábitos, como eu estava passando dos limites em cada situação e não tinha remorso, e em toda nova conclusão, uma camada brotava no meu peito. Eu nunca pensei que entender a mim mesmo fosse a coisa mais aterrorizante de todas.
Agora, que estou sozinho, isolado em um lugar escondido, longe de todos que afetei, espero meu fim. Não quero causar mais nada a ninguém, não quero ver suas camadas, não quero existir. E aqui chegamos ao fim, não sei quando ou onde você acabou lendo isso, mas não se preocupe, provavelmente tudo isso não vai passar de mais uma história absurda em um fórum anônimo.
Pessoas são como cebolas, quanto mais camadas tocar, mais você chora.
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2018.08.20 20:41 cheetosonda Como ser escroto sem ser escroto?

No ano passado eu namorei com um cara. Ele era da minha cidade, mas teve que se mudar por causa da faculdade. Então, nosso relacionamento era a distância. O que eu achava uma merda. Além disso, ele ficou extremamente ausente no nosso relacionamento. A ponto disso me fazer tão infeliz que terminei o nosso namoro. Foi horrível pra mim em vários aspectos, minha auto estima foi pra casa do caralho. Passei a ter muita crise de ansiedade. Me sentia um lixo o tempo inteiro... foi a primeira vez que eu tinha terminado um namoro ainda gostando da pessoa, então foi péssimo. Todo dia eu pensava que nós voltaríamos e que conseguiríamos manter um namoro legal. Esse dia não chegou, enquanto eu estava mais e mais na merda ele mostrava que tava bem pelo Instagram e afins. E isso só me deixava mal. Ele chegou até em um tempo arrumar uma namorada e toda hora tinha foto com ela e os caralho. Coisa que não tinha acontecido comigo. O que me fez sentir mais lixo ainda. Procurei uma psicóloga e ela foi de grande ajuda, aprendi a lidar com a minha ansiedade, com meus problemas de auto estima, enfim, voltei a sentir bem comigo mesma. Há alguns meses atrás nós voltamos a conversar. Porque ele veio puxar assunto. Ele me contou que largou a faculdade e que voltou a morar aqui. E passamos a trocar mensagens no WhatsApp bem esporadicamente. Achei que era só uma vibe "vamos tentar manter uma amizade" até que ele me chamou pra ir num show e fui meio que já não querendo ir. Até que no show enquanto nós conversávamos ele me beijou. Fiquei meio "que merda é essa que tá acontecendo?" de início mas acabou que fiquei com ele. E tenho ficado com ele casualmente, mas agora é totalmente estranho pra mim. Claramente não sou mais apaixonada por ele, não consigo mais achar ele interessante, nem o acho mais atraente. Sempre que saio num encontro com ele parece que eu faço um esforço enorme pra manter um diálogo com ele. E sinto uma vontade louca de ir embora. Até que um dia, em um desses encontros, ele me disse que tem medo de estar com depressão. Que ele não tem ânimo nenhum de fazer as coisas ou de sair de casa, e que ele só sai de casa quando é pra me encontrar, ou sair com o amigo dele. Isso me deixou bem mal, sinto (pelo que ele me conta pelo menos) que eu sou uma grande parte da vida dele, enquanto pra mim ele já não tem tanto significado. Nesses últimos dias só tenho pensando que não quero esse "relacionamento" nosso. E ontem, quando eu chamei ele pra sair comigo e com meus amigos tive certeza disso. Vê ele fazendo parte da minha vida, me pareceu muito estranho e desconfortável pra mim. Mas agora sinto muito medo de tomar qualquer decisão e isso afetar na saúde psicológica dele. Como faço pra "terminar" em uma situação dessas?
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2018.02.13 20:29 Engrasado Desabafo de carnaval. É sobre não pegar ninguém.

TL;DR: Fui ao carnaval, a menina que eu estava interessado e já estava trovando ficou com 2 caras na minha frente. Tentei chegar em estranhas mas falhei miseravelmente. Aprendi bastante ontem, espero que venham outras oportunidades.
Tenho 20 anos e tenho aqueles problemas comuns que muitos caras da minha idade têm: baixa autoestima, pouco dinheiro, habilidades sociais pobres, nenhum sex appeal (hate this word), etc. Ou seja, a receita pra não pegar ninguém.
Fui ao carnaval na pilha de um amigo meu que é muito bom com pessoas e mulheres, tanto é que ele acabou de arrumar a primeira namorada dele depois de uma adolescência repleta de pegação (sério, toda vez que saíamos juntos ele ficava com alguém). Assim, comprei os ingressos e um lugar em uma van para 2 dias de carnaval numa cidadezinha do interior próxima de onde moro. Fomos eu, meu amigo, a namorada dele, um amigo e uma amiga dela, que moram lá.
Fui no primeiro dia, exagerei na Vodka e tive um PT emocional. Uma hora eu literalmente comecei a chorar do nada. Meu amigo não perdeu a chance de me zoar no outro dia.
Decidi não beber no segundo dia. Quer dizer, não muito. Tomei algumas cervejas, mas nada que desse aquele “buzz” do álcool que todos conhecemos. E eu me senti bem melhor. Sinceramente, não entendo se, quando mais jovem, não tinha maturidade pra controlar minhas emoções, mas eu nunca antes tinha me sentido melhor em um festa sóbrio do que bêbado. Dancei, cantei, fiz piadas, conversei, o que se faz em um carnaval.
Bem, eu já estava desde o primeiro dia afim da amiga (da gf do meu amigo), mas a vodka me impedia de formar frases compreensíveis.
No segundo dia, sóbrio, conversei com ela em alguns momentos na pista, ela ria às vezes ria das minhas piadas ruins. Decidimos descansar no pátio da casa de festas. Meu amigo me perguntou sobre uma música em inglês que estava tocando, traduzi pra ele a letra e ele disse que queria me ouvir falando.
Não sei como, mas ele deu um jeito de que eu começasse a conversar com ela one-on-one. Falamos sobre línguas, ela até que tem um certo entendimento do inglês, mas por ter bebido ela não conseguia falar. Foi engraçado. Conversamos sobre coisas mundanas: a cidadezinha do interior, nossas faculdades, de onde conhecíamos nossos amigos, etc. Li em um livro que tinha de manter o olho-no-olho e tocar nela às vezes pra deixar clara minhas intenções. Sinceramente, achei que ela até estava interessada.
Voltamos para dentro. Puta merda. Um cara, alto, forte, loirão de olho azul chega do nada e dá um beijo nela. Felt like a punch to the gut. Cara, o amigo dela me disse que ela era “difícil”, que não ficava na mesma noite. Eu estava feliz de estar conversando com ela, afinal, conversar com uma garota que tu tá interessado é muito gratificante.
Longe de julgar ela, dizer que é puta, fácil etc. Afinal, se fosse eu abordado por uma mulher extremamente atraente, eu provavelmente não diria não. Mas que deixa um gosto amargo na boca, deixa. O grupo resolveu voltar pra fora. Eu até pensei em deixar pra lá e tentar de novo (mas na minha cabeça me sentia uma putinha por ainda me interessar por ela depois disso).
Lá fora, um cara, que também era alto, forte, mas desta vez moreno, gesticula pra ela o “vem cá”. Ela vai, e não deu outra, ela pegou o cara também. PORRA. Eu faço todo o “levantamento de peso”, converso, toco, tento fazer uma graça, enquanto o cara, por ter sorte na loteria genética não faz o mínimo de esforço e consegue?
Com ele, ela ficou a noite inteira. Nesse momento, eu dei graças a deus por estar sóbrio, se estivesse bêbado eu ficaria triste, reclamão, de cara amarrada. Mas eu fui “calm and collected”.
Feels bad man. Tentei após isso com o amigo (da gf do meu amigo) chegar em algumas garotas que estavam dançando. Me surpreendi que não senti nenhum frio na barriga, palpitação, etc antes da aproximação (WTF? Eu sempre tive esse problema). Mas não peguei ninguém igual. Uma menina me disse que tava lá “só pra dançar”, outra simplesmente deu as costas e foi embora, outra foi salva pela amiga. Bom, não sei o que eu não tenho que outros homens têm, mas eu não consigo fazer essas abordagens.
Aprendi que sou uma pessoa muito mais funcional em uma festa sóbrio do que bêbado (meio óbvio, mas sempre estive bêbado em outras vezes). Aprendi que tenho que ser mais rápido. A culpa não foi do cara que ficou com ela, a responsabilidade de agir era minha e eu falhei. Percebi que existe uma dinâmica que eu ainda não entendo por inexperiência e falta de informação que me impede de desenvolver uma conversa com uma pessoa que acabei de conhecer.
Enfim, é isso, ficou longo pois não me sinto confortável em contar isso pra alguém (nem meu pai, embora ele seja legal).
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2017.01.09 21:12 reditofage Ex-namorada

Fiz esse post primeiro no /relationships
Vou ser mais sucinto. Terminei um namoro a 4 meses, namorávamos a 1 ano e 5 meses. Ambos tínhamos 17 (eu) e 18 (ela) quando começamos a namorar. Perdemos a virgindade um com outro, ela foi minha primeira namorada e eu o primeiro namorado dela.
Ela é uma menina maravilhosa. Uma pessoa de coração bom e linda, uma menina perfeita (um dos unicos defeitos que me incomodava era o fato dela ser um pouco fútil, sempre se importando muito com a imagem nas redes sociais) Sempre me amou e me deu suporte pra tudo. Tambem amei muito ela.
Mas um dia, esse sentimento se acabou. Sair com ela começava a se tornar um fardo, e eu não gostava de passar todo o minuto ao lado dela (preferia estar em casa ou fazendo outra coisa). Isso foi um pouco depois de eu ter entrado na faculdade, tava sempre exausto o tempo todo.
Foi quando eu decidi que iria terminar pra poder focar mais em mim. Ela ficou arrasada, chorou muito e a principio não aceitou. Insistiu pra tentarmos alguma coisa. Eu decidi terminar mesmo assim.
Nas semanas seguintes, segundo relato de amigos, ela ficou extremamente arrasada e triste. Eu tinha decidido que ia focar mais em mim dali em diante.
Nos 3 proximos meses, usei meu tempo pra focar na universidade e em outros hobbies meus, pra sair com amigos e conhecer gente nova. Amadureci muito nesse período, mas pensava muito em como eu machuquei ela e isso me deixava meio triste, mas nada muito forte.
Foi então que eu vi uma foto dela em uma festa com as amigas. Ela sempre gostou muito de ir nessas festas (festa sertanejo, muito popular no interior da bahia. rola muita pegação) mas depois que começamos a namorar, ela parou ou só ia quando eu fosse. Eu nunca fui chegado nesse tipo de coisa mas as vezes eu ia só por ela.
Fiquei muito feliz por ver que ela estava superando e feliz. Fiquei muito feliz por ela, mas...
Fiquei com ciúmes. Fiquei imaginando a menina que eu amei durante um ano inteiro de minha vida ficando com outros caras e isso me deixou mal. Fiquei assim durante uns 2 dias, mas depois disso desencanei e voltei pra minha vida normal. Tudo seguia muito bem novamente.
...Até que ví outra foto dela, indo em outra festa, 1 mês depois. Foi a mesma coisa de antes. Imaginando ela beijando outros caras (outroS porque nessas festas geralmente você não fica só com 1 pessoa. Ainda mais ela que é mulher e muito atraente (bonita de rosto e de corpo). Muito cara chega nela facil) Dessa vez essa sensação ruim durou só 1 dia.
Cheguei a ver de novo outra foto dela saindo assim, mas dessa vez não me afetou. Só ví e passei. Pensei que esse ciúme tivesse passado, até essa sexta feira...
Dessa vez rolou uma festa dessa aqui na cidade, e eu moro do lado do local de festa. Ví uma foto de uma amiga dela de todas as amigas juntas, e comentarios dizendo que "fulana(minha namorada) é um perigo" das amigas e coisas desse tipo. Isso me abalou totalmente.
Foi a mesma coisa das ultimas vezes, só que muito mais intenso. Só conseguia pensar nisso a noite toda. Eu conseguia ouvir a festa de casa, então passei a noite toda ouvindo e pensando, torcendo pra acabar logo.
No dia seguinte, fiquei muito, muito mal. Não comi nada o dia todo . Só depois de conversar com uns amigos me senti melhor. Hoje eu voltei ao meu "normal" de sempre.
Mas uma coisa me aflige: Vai ser assim toda vez que eu ver uma foto dela numa festa? Uma hora esse tipo de sentimento vai parar? O tempo cura esse tipo de coisa?
Eu não sei bem se é ciumes ou algum tipo de inveja. Algum tipo de sentimento reprimido de "ela deu a volta por cima de mim", "ela ta curtindo enquanto eu to aqui parado", "ela ta ficando com outras pessoas enquanto eu to no meu quarto". Eu não gosto desse tipo de festas (gostava quando era mais novo) e não curto ficar com pessoas "do nada", conhecendo na festa, dançando, dando um beijo e tchau.
Nesse período, cheguei a ficar com outras pessoas, mas nada próximo do numero de que eu imagino que ela tenha ficado.
Eu não tenho nenhuma pretensão ou vontade de voltar o namoro com ela. Depois do termino eu evolui muito em algumas areas pessoais e amadureci bastante, e sinto que ainda estou progredindo de um modo que um relacionamento só me atrapalharia. Tambem não quero namorar com ela num futuro nem nada assim, nem mesmo ficar com ela. Eu segui em frente em relação a isso.
Pra falar a verdade, eu fico realmente feliz que ela ta seguindo em frente com a vida dela porque ela merece. Desejo que ela continue assim. Mas esse sentimento é foda e me deixa muito pra baixo. Eu só quero saber se uma hora vai passar.
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